Saúde em
Santos
- Pioneira ao implementar um Centro de Referência em Aids e a distribuir medicamento para o tratamento da doença, Santos promove, até o início de dezembro, diversas atividades educativas em alusão ao dia Mundial de Luta Contra a Aids - celebrado em 1º de dezembro.
O tema definido pelo Ministério da Saúde para a campanha deste ano é '3ª idade: amar não tem idade'. Para envolver a população e alertá-la sobre a doença, a Coordenadoria de DST/Aids e Hepatites, da SMS (Secretaria de Saúde), planejou oficinas, capacitações, palestras, intervenções, passeio motociclístico, caminhada, exibição de filmes e até baile.
A programação teve início na segunda-feira (17), com treinamento dos funcionários do Centro Comunitário Vida Nova sobre as formas de prevenção às DST. Na terça (18), foi a vez do Isabel Garcia, na Encruzilhada. No dia 27 serão capacitados os integrantes do Conselho Municipal do Idoso, às 15h, na Rua Gilberto Francisco Silva s/nº - Caneleira. A relação completa das atividades pode ser conferida na tabela abaixo.
Pioneirismo - Santos foi o primeiro município a implementar, em 1989, um Centro de Referência em Aids e a distribuir, em 1996, antes mesmo do Ministério da Saúde, medicamento para o tratamento da doença (anti-retroviral). Hoje possui um CRT-Santos (Centro de Referência e Tratamento), localizado na Rua Silva Jardim, 94, e abriga quatro unidades: o NIC (Núcleo Integrado à Criança), o Craids (Centro de Referência em Aids) com Hospital-Dia, o CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) e a Spredin (Seção de Prevenção em DST/Aids e Hepatites), responsável pelas campanhas e intervenções educativas. Existe ainda um abrigo para pacientes (Secasa).
O CRT é referência para mais de 5.400 usuários, com atendimento ambulatorial especializado ao soropositivo. Cerca de 1.500 pacientes utilizam medicamentos anti-retrovirais. Segundo o infectologista e coordenador municipal de DST/Aids e Hepatites, Hélio Vasconcellos Lopes, o avanço da doença na terceira idade preocupa. "Santos tem o dobro de pessoas com mais de 60 anos em relação ao resto do país. Elas não têm o hábito de usar preservativos e se tornam mais vulneráveis a contrair doenças sexualmente transmissíveis".
Incidência - O número total de casos acumulados de Aids entre 1984 e 2007 é de 5.586. O coeficiente de incidência da doença em Santos sofreu queda de 78% na última década, passando de 105,37 casos para cada grupo de 100 mil habitantes em 1997, para 22,47 no ano passado. Mas nota-se aumento da infecção na faixa etária de 40 a 59 anos.
"Às vezes a pessoa contrai o vírus e só descobre numa idade mais avançada, porque a doença fica de cinco a dez anos assintomática. Por isso, é importante fazer o teste e conhecer a sua real condição sorológica", ressalta o biomédico da Seviep (Seção de Vigilância Epidemiológica), Ney Almeida Grillo. |