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Santos
- Lembrando que nenhum documento nasce histórico, "nem mesmo a Lei Áurea", a historiadora Aline Lopes de Lacerda, da Fundação Oswaldo Cruz (RJ), frisou que a fotografia também pode ser tratada como fonte documental, desde que disponha de apoio textual, oferecendo indicativos de referência. Ontem (quarta, 27), ao abrir as atividades do '4º. Seminário Regional de Memória, Arquivo, Biblioteca e Museu do Litoral Paulista e Vale do Ribeira', que a Fams (Fundação Arquivo e Memória de Santos) promove até sábado (dia 30), a historiadora ressaltou que a fotografia não é um documento típico de arquivos, bibliotecas e museus, mas sim uma forma de documento que mostra determinada realidade graças a seus atributos de registrar uma aparência. "Fotografia nunca é uma coisa só e tem que ser entendida nos seus lugares de produção e na própria situação retratada", alertou Aline, que coordenou a oficina Organização de Acervos Fotográficos.
Para um público dos mais atentos e participativos, reunindo cerca de 40 pessoas das mais diferentes atividades, a historiadora disse que os arquivos textuais remontam à antigüidade, mas fotos e filmes são registros documentais apenas a partir da segunda metade do século XX. "As imagens produzidas em forma documental específica apontam para significados que ajudam a entender a finalidade de sua existência como documento", explicou. Em sua opinião, "somente esse aspecto é capaz de dotar a imagem de seu caráter de documento de um arquivo", uma vez que o tratamento isolado de uma imagem não ajuda à compreensão de seus valores probatórios. "E valor comprobatório é diferente de valor informativo", alertou.
A programação do seminário prossegue hoje (quinta, 28), às 9h, com a presença de autoridades da região na abertura das discussões técnicas, que começam com a mesa-redonda 'Ano internacional do saneamento', a cargo de profissionais da Sabesp, e, à tarde, com apresentação de experiências de Marília, Mongaguá, São Vicente, Santos, Cubatão, Iguape e Caraguatatuba. No final da manhã, haverá visita técnica ao acervo histórico da Sabesp e, à noite, passeio monitorado ao Teatro Coliseu. |