
Porto de Santos receberá maior quantidade de cargas e investimentos. Foto: Divulgação
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Porto em
Santos
- Com o término do corredor intraoceânico, previsto para o primeiro semestre de 2009, que ligará o porto de Santos ao porto de Iquique e Arica no Chile, o porto santista consolidará sua vocação de maior porto de concentração de carga da América Latina. O Prefeito João Paulo Tavares Papa acredita que os negócios com os países do cone Sul também serão beneficiados.
Segundo Papa o corredor propiciará uma nova alternativa para as ligações comerciais entre os países da Ásia, onde o acesso de cargas, atualmente, é feito pelo Canal do Panamá, na América Central. Além disso, segundo o Ministério dos Transportes, o corredor impulsionará a integração e levará desenvolvimento a populações de área remotas no interior da América do Sul, sendo os benefícios distribuídos por todo o seu percurso.
Para receber maior quantidade de cargas e consequentemente, caminhões na cidade, Papa declara que providências serão tomadas em relação à infra-estrutura, "A implementação de pátios reguladores junto ao Sistema Anchieta - Imigrantes que recebam e organizem o acesso dos caminhões ao nosso porto, é a principal providência a ser tomada, que depende de ações integradas entre os governos federal, estadual e dos municípios da região".
Devido a esse volume de serviços e produtos a região também receberá investimentos de empresas fornecedoras e prestadoras de serviços, o que poderá gerar empregos não só na cidade, como na Baixada Santista inteira. "O aumento na movimentação comercial gera renda e empregos diretos e indiretos no próprio porto e no retroporto, devido à criação e ampliação de terminais, armazéns, transportadoras, empresas de logística, entre outros", explica Papa.
O projeto de construção de um corredor interoceânico, totalmente pavimentado, é uma idéia estudada desde 1996 pelo Ministério dos Transportes e em 16 de dezembro de 2007 foi assinado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Evo Morales (Bolívia), Michelle Bachelet (Chile).
O setor de exportação rodoviária no Brasil, segundo estudos do Ministério dos Transportes, encontra-se com deficiência, em conseqüência disso, o valor final dos produtos que o Brasil exporta acaba sendo elevado, principalmente os produtos que chegam ao o Extremo Oriente. A construção de uma estrada pavimentada unindo os portos, promoveria uma integração da América do Sul e possibilitaria a diminuição dos valores finais dos produtos exportados para o Extremo Oriente pelo Brasil.
Constituído por um total de 4.900 quilômetros de estradas, o corredor ligará o Brasil ao Chile, passando pela Bolívia. Os 1.550 quilômetros de rodovias de Santos até Corumbá, em território brasileiro, segundo o Ministério dos Transportes, já estão totalmente pavimentados e passarão pelas seguintes estradas:
SP-150 (Santos/São Paulo), trecho duplicado sob concessão à Ecovias;
SP-280 (São Paulo/entroncamento com a SP-209), trecho duplicado, sendo os primeiros 65,7 km sob concessão à Viaoeste;
SP-209 (variante, duplicada, até Botucatu, com 20 km de extensão);
SP-300 (Botucatu/Andradina, na divisa com MS, trecho duplicado);
BR-262 (divisa SP-MS/Campo Grande/Aquidauana/Miranda/Corumbá, trecho em pista simples com boas condições de trafegabilidade).
Outro fator marcante para a construção das rodovias é o aumento do turismo em ambos os países envolvidos, assim como a geração de empregos nos portos e comércios relacionados a esse setor.
Juliana Fernandes
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